poapropa

remo enquanto posso…
a neblina espessa envolve,
o frio corrói meus ossos,
o resto de fé se dissolve.

a luz esvai minha mente
o pulso fica mais forte
penso que quem já não sente
em vez da morte, tem sorte.

vazio que seca garganta
que vem com cheiro de chuva
que não avisa, espanta;
que deixa a visão turva.

não vejo nada mais que neblina!
voltas e voltas, pra nenhum lugar
não começa, não termina
fim não há, fim não há!
só alimento minha sina
de, sem rumo, remar.

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