paz

Inundam os estalos ensurdecedores
caem as gotas, toneladas de dores
tempestades vis pra quem mora em barracos

ouçam os tambores! ouçam os tambores!
essas oferendas, nada agradam os credores
de milagres ilusórios que juntam os cacos.

arrepia-me até o último pêlo,
a possibilidade de vê-lo
Perder seu tesouro, seu sorriso no rosto
forçar no espelho com suco sem gosto.
Sem sal.
De salgado só as lágrimas das feridas abertas…
E no meio desse vendaval,
Uma enxurrada reviravoltas incertas
Um banco de praça me alerta
Que paz é estar nessa chuva toda e nem se molhar.

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