me falta o ar
o vento virou brisa
e a brisa desapareceu.
essa quietude me deixa louco.
aos poucos me afasto das boas correntes
e desço à vales quentes,
embriagado pelas minhas escolhas…
E pelas minhas lembranças cheias de dor, e de amargura.
sempre há a escolha, vejo eu, entre sentir a dor e saboreá-la
em qualquer caso, fugir dela nunca é a opção
se correr o bicho pega,
se ficar o bicho come
porque eu sou é homem,
e homem também chora, muito.
construí minha casa, talvez
em terreno arenoso,
só que dessa vez
a tempestade levou tudo embora.
espasmos e gemidos reprimidos
por um fardo de responsabilidade
escrevo versos sofridos
que não contam a verdade…
são só um escape
um exagero ultrarromântico
um desabafo

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