garoa, cai
garota, vai
não. volta
ai!
sai, solta.
essa brisa ao vento, mesma música velha
me diverte.
quero mais, já fui rapaz
agora não, mas já fui moço,
e jamais: jamais
vi o homem
tanto mendigar a paz.
que tudo se repita: claquete!
coisa séria, não me diga
vida estérea, quase falida
vê se liga. sei lá.
vê se muda, vem pra cá
vê se enxerga, seu olhar
sem sentido, relevar
mais uma vez.
e aí sai, mas volta, cai, se solta, vai.
não chora, vai. embora. vai.
não ouse me paragrafar
que eu seja ao menos um verso
e que as lágrimas sejam gotas
que de estrofes, formem mar.

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