um poema com o título de “amor”

o amor é algo engraçado
é engraçado porque não é algo forçado
como minhas palavras no teclado
as vezes são pensadas, mas sempre…
espontâneas.

amor, espontâneo,
espontâneo como essa palavra “espontâneas”,
espontâneo como as mulheres…
mesmo que as conheça, que ame-as
pensará:
NÃO ENTENDO O QUE TU QUERES!

ah, mulheres…
se vocês imaginassem o holocausto de flores
as madrugadas de rimas
Ah…
Quantos amores não consumaram amores, mulheres?
No fundo, no fundo, são apenas meninas.

O momento mais puro
(e o mais inseguro)
Paixão dos saudosistas
Gênese dos artistas.
Momento de esperança,
Amor puro, desinteressado
De uma criança por quem está ao seu lado

Me diz, amado, onde mais acharás tu
amor desinteressado?
Chave de algemado,
Vigor de aleijado,
Amor de sangue derramado…
Cê tá ligado que eu to ligado.

Mas por outro lado…

Não vá achando que amor é algo assim,
escritível,
descritível.

Não cabe em prosa,
não é nem uma rosa,
muito menos mar.
Se te perguntarem o que é o amor,
o que você vai falar?
Nada de clichês poéticos
como esse que digito,
eu diria que amor é
…um troço esquisito.

Amor não é prosa,
Não é rosa,
Não é mar.
Não é clichê,
Não é você,
Nem pensar.

Amor é uma rima que destoa.

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