Constelações

Sabe quando você se vê diante de uma coisa nova e não sabe como lidar com ela? Aquela coisa que muda suas convicções, que faz com que a sua única certeza seja a incerteza? Existem coisas que, como um texto sem ideia, uma luta sem bandeira, uma viagem sem destino, um barquinho à mercê da corrente, fazem você entender que planejar é como contar estrelas no céu…

Sobre contar estrelas, existem dois destinos: mentir para si mesmo e aceitar um número, que como um número de teatro, você encena, para amigos e família, alimentando uma mentira de estimação… Ou compreender que as coisas são bem maiores do que elas aparentam ser. Compreender que teorias, fórmulas, estudos, não esclarecem, apenas mostram mais um jeito de chegar à pergunta: Deus?

A vida tem sido desse jeito para mim. Ultimamente, tenho escrito sem me importar muito com o rumo que o texto leva, nem aonde irá parar. Esse texto que me surpreende a cada letra digitada, esse texto chamado vida. A cada experiência me sinto novo, e me sinto velho. Novo porque vejo que a filosofia “só sei que nada sei” é muito, muito mais profunda do que 5 palavras. Merecia uma enciclopédia. Nosso cérebro que é uma enciclopédia que, no final, não se mostra tão útil assim. Afinal, não importa o quanto – e como – vivamos, o novo sempre vai assustar. Buscamos no velho uma explicação para o novo… Aceitamos um número, mentimos para nós mesmos que tudo faz sentido, mas na verdade não faz. Você sabe que não.

Aceitei, por fim, que sou pequeno demais pra entender… E foi quando meus olhos foram desvendados. Parei então tudo o que eu fazia no momento e escrevi esse último parágrafo. Cada um, pois, busque o próprio sentido de viver.

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