Conjuntura eterna

O que a gente pensa, do jeito que a gente pensa, só a gente vai saber.
Mas há como mostrar isso para outras gentes, além da gente, e descobrir o subjetivo desse mundo, ou seja, o que está por trás das gentes…
Descobrir novas formas de ver.

O objetivo desse blog é mostrar a minha forma de ver. E por mais inútil que seja, uma nova opinião de mundo sempre é bem-vinda. Quanto mais visões diferentes, mais estabelecemos nossas convicções, dúvidas, o que achamos sobre isso ou aquilo.
Viu, isso já é mais um motivo pra você terminar de ler esse post, haha.

Você deve estar se perguntando, “mas que porra é essa de conjuntura eterna?”, porque até agora esse título não fez sentido. Se você pensou isso, parabéns, você lê com atenção. Muy bueno… Enfim.

Por incrível que pareça, pra mim, a coisa mais difícil num texto é redigir a primeira frase. E matutando aqui, me veio:

“A cada dia que se passa…”

Sim, esse clichê de cursinho era como eu iria começar o texto. Mas pensando bem, ele tem mais a ver com o assunto do que tudo o que você leu até agora.

É incrível o que a rotina faz conosco. A vida se torna um dia que se passa, outro que chega, “daqui duas semanas tem feriado”, “tô doido pra chegar sábado logo mano”. Já se sabe o que vai ser feito ao acordar, no almoço, a hora de chegar em casa, olha, já são 0h, amanhã “tudo de novo”. E toda uma sociedade acomodada nesse eterno pêndulo urbano,
vai,
volta,
vai,
volta.

Nesse “Estado democrático de direito” tão venerado pelos intelectuais da nossa época, te pergunto: você é realmente livre?
Afinal, todo mundo tem um pouquinho de Danton escondido dentre as costelas. Nós, seres humanos, com o “sopro de vida dado por Deus” (posso chamar assim a consciência?), temos anseio pela ideia de liberdade.
Façamos uma nova pergunta.

Amanhã, se você sentisse vontade de andar na areia, nadar até uma ilha, olhar o nascer do sol sem se preocupar com qualquer coisa da sua vida aqui “fora”, você conseguiria?

Não minta para si mesmo…

Nessa sociedade capitalista (no fim é tudo culpa do capitalismo, não é verdade? hauehaueh) nós temos função social. Ou você cumpre sua função, ou será excluído da sociedade. Você deve dinheiro ao governo, trabalhe sua vida inteira para pagar 30, 40% em impostos. Gere filhos. Ensine-os a “ser alguém na vida”, a ganhar muito dinheiro, pra aproveitar “o que a vida tem de melhor”. “Pense no seu futuro”.

Sufocante.

Enquanto você “vive”, a vida passa meu querido. Talvez aquela menina, que você queria falar mas preferiu ir pra casa estudar, poderia ter sido o amor da sua vida. Talvez, talvez, mas não foi. Assim como tudo nesse mundo, passou.

Veja, não quero ser hipócrita. Estudo, quero ter filhos, quero trabalhar (medicina 2014 tamo aê), como quase todo mundo. No entanto, não quero me perder no senso comum, não quero ser mais um, não quero me entregar ao comodismo do sofá num dia de domingo (falcão, seu gênio!). Eu olho para as pessoas à minha volta, e me bate um desespero broder. Conheço poucas pessoas que me acrescentem ideias, que converso e depois penso “cara, sou outra pessoa”.
Talvez, essas “pessoas normais”, tenham esse mesmo pensamento. Talvez elas se escondem por trás de máscaras sociais, como a beleza ou a ostentação que o dinheiro proporciona. Vai saber né.

Como eu disse, queria muito descobrir o subjetivo desse mundo. Descobrir o que está dentro da cabecinha de cada um. Mas como não posso, basta interagir, imaginar, conversar. Só peço que as pessoas sejam menos “passageiras” e se tornem um pouquinho mais “eternas”.

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