Seguindo a canção

Havia um tempo que eu não postava alguma coisa aqui… Enfim, hoje estou me obrigando a escrever, na esperança de sair algo útil… whatever.

O Brasil passa, evidentemente, por uma crise politico-econômica a qual não estávamos preparados. A capa da revista “The Economist” que saiu essa semana é digna de ganhar páginas nos futuros livros de história…

2009/2013

Os yankees querem saber como nós conseguimos contrariar as expectativas e nos sair bem pior do que o previsto. Acontece que aquele impulso econômico de anos atrás deveu-se majoritariamente a um conjunto de fatores que, por acaso, ocorreram simultaneamente, favorecendo as terras tupiniquins. Em vez de lançar mão desse bom momento para criar planos e guiar o Brasil para um horizonte desenvolvido, nossos governantes (especialmente nosso amado Guido Mântega <3) agiram como bêbados ao volante, com políticas irresponsáveis. Qual o maior exemplo que as obras para a copa do mundo?

Cara, eu fui no Maracanã semana passada. É um pedacinho da Europa bem no meio do Rio de Janeiro. Não quero nem imaginar o que rolou de superfaturamento nisso… O cofre público foi estuprado.

Enfim, o motivo desse post foi uma página que eu achei no facebook.

https://www.facebook.com/GolpeMilitar2014

Brother, na boa, sei que não se deve levar a sério uma página com 12 mil likes. Mas o incrível é que eu conheço pessoas que se dizem intelectuais e que defendem um possível golpe militar contra o governo atual… O argumento deles, por incrível que pareça, é igualzinho ao dos militares nos anos que antecederam 64. Não passa pela cabeça deles que o mundo mudou um pouquinho em 50 anos, não?
Liderado pelo perdido Jango, o Brasil passava por uma crise politico-econômica assim como hoje. E assim como hoje, houveram grandes manifestações a favor e contra medidas sociais. Jango queria implantar as reformas de base, o PT (teoricamente) cria políticas sociais para ajudar as classes desfavorecidas. Pessoinha desocupada que lê isso aqui, não estou de forma alguma, defendendo o PT. Aliás, foram suas políticas populistas que nos colocaram na situação atual. Se for pra falar mal do partido vermelho, preciso criar um post de umas cinco páginas, o que não é o objetivo desse aqui haha. Entretanto, o contexto internacional da época era completamente diferente do de hoje. O mundo passava pela Guerra Fria, as duas maiores potências mundiais financiavam diversos conflitos para adotarem aliados, não importando como isso fosse feito. A Angola, por exemplo, ainda possui cicatrizes dessa política sovietica/americana. No meio desse tiroteio, estava o governo de Jango, com tendências esquerdistas. O resultado, claro, foi que o nariz grande dos yankees se meteu novamente onde não devia, e o regime militar entrou em vigor no ano de 1964.

“Perigo Vermelho.”

Cara, o comunismo nem existe mais. O que vigora em Cuba, Coreia do Norte e China é uma aberração política, repugnada por seus cidadãos. Infelizmente, a mordaça do autoritarismo ainda sustenta essa imbecilidade. O que eu não aceito é que pessoas que pertencem à “Elite” brasileira usem o mal governo petista como justificativa para um regime autoritário. É verdade que o brasileiro não sabe votar? É sim, ainda vivemos no país da ignorância, da troca de favores, etc. Todavia, é um equívoco do tamanho do Maracanã ignorar a democracia, que ainda possui o gosto amargo de sangue dos meus avós.

O “desenvolvimento” na época do regime militar que os golpistas tanto exaltam é uma ilusão. Ilusão sustentada pela miséria dos assalariados. Obras faraônicas? Parte da ilusão. Bastar olhar a dívida externa ao fim do regime. Dobrou, triplicou, quadruplicou. A Dilma, que sabidamente lutou contra isso, hoje reproduz essas práticas. E o preço disso tudo, foi a censura, a tortura, a morte.
90 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção! 180 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção!

Letargia Independente

7 de setembro, 2013. 12 dias para meu aniversário, 15 dias para o rock in rio. Há exatos 191 Deodoro clamava “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”, talvez com o mesmo ânimo que eu estou agora. Hoje será um dia que só serviu para ser contado, pois de nada o aproveitei. Em um sábado livre de compromissos, acorda-se com expectativas… Porém o que eu estou descobrindo ao longo dessa nova fase da minha vida é que expectativas, em sua maioria, são só expectativas. O sol que eu queria não ousou sair de sua casa… Talvez ele estivesse com o mesmo ânimo que eu. Ou Deodoro.
Regada pela garoa, a minha preguiça germinou. Quando me dei conta, estava tirando um cochilo ao som do Teatro dos Vampiros, em um acústico póstumo de 99. A voz de Renato dizendo “não sei quem sou, só sei do que não gosto” talvez traduza um pouco de mim. Aliás, a verdade que me identifico com infinitas músicas, e acho que não é por acaso. Talvez, se somássemos todas as mensagens de todas as músicas já feitas, obteríamos, no final, nós mesmos.
Só me resta fazer como a poeira de renato, e me esconder pelos cantos das cobertas.

Um átomo

Só o ato de abrir a caixa de texto e digitar algo já me relaxa. Não espere coerência alguma… Visto que nem eu mesmo sei o que escrever.
Muitas vezes – para não dizer todo o tempo – me flagro tentando entrar no pensamento dos outros, encontrar sentido para suas ações. Inclusive, muitas vezes, tento entender o pensamento de Deus. Deus pensa? Ele é um pensamento? Tudo o que eu sei sobre Deus é que Ele é Espírito, Santo. Maravilhoso, infinito, e detentor de toda a sabedoria. Ele conhece o coração de cada um… Acho que deve ser difícil conhecer todas as histórias, de todas as pessoas nesse mundão. Independente de qualquer crença, você há de convir comigo que a razão tem um limite.
A esse limite, chamamos de Deus.

Vazio.

Todos nós temos um vazio (?)

Felizes aqueles cujo vazio é preenchido por algo que não se pode abalar. E talvez a principal crise dessas depressões seja preencher esse vazio com pessoas. Pessoas morrem, pessoas desgostam, pessoas se vão. E você continua. Enfim, voltando à bastilha…

Nossas vidas são constantes revoluções, e nossos sentimentos, pensamentos, ideias, são efêmeros. Um fato derruba o seu mundo, o faz experimentar uma gota de angústia (o inferno deve ser o o mar?). Já, muitas vezes, no mesmo dia, algo vira um elevador e você vai ao paraíso. Essa variação é muito, muito cansativa, e a nossa busca é algo que nos estabilize. Por que, afinal, todos nós somos natureza, não gostamos de coisas em excesso, sempre buscamos equilíbrio… Assim como um átomo ionizado. Basta a você, pessoinha, achar o “estabilizador” certo para a sua vida. Com esse capitalismo aí, a profissão, a ação de comprar, vem sendo a base campeã de escolhas ultimamente. Pois é. Enquanto você acha sua sustentação, eu tento parar de entrar na cabeça dos outros, e parar de utilizar “nosso” em vez de “meu”.