Nasce de você a revolução

Um problema.

Uma ideia.
Um blog.
Uma página no Facebook.
Um indivíduo.
Uma manifestação.
Uma mudança de pensamento.
Uma revolução.

Afinal, quem é o cidadão brasileiro?
Temos esteriótipos para cada nação: uns são hiperconsumistas, outros passam fome, tal povo é explorado, tal povo é injustiçado. Todavia, o esteriótipo do nosso povo (dito por nós mesmos) é manipulados, desinteressados, roubados, gente burra mesmo. Quer provas? Quantas vezes você ouviu a frase “rouba mas faz!”, ou “político é tudo igual, não tem jeito.”? Pois é, meus caros. Isso é a aceitação da fétida realidade.
Mas não é de se assustar. Desde o começo da história tupiniquim, o “povão” assiste, bestializado, à sua própria ruína. Sempre foi evidente a priorização dos direitos privados em detrimento dos direitos comuns. Oras. Um povo que não desenvolve raciocínio não é capaz de reivindicar os seus direitos, não é? Então, que se ache um jeito de controlá-los, para que os interesses burgueses se perpetuem no país.
Maldita hora em que descobriram que o ser humano é a maior fonte de riqueza que temos. Marx já alertava… Descobriram que o jeito mais fácil de ficar rico é explorar a força de trabalho desse Homo, que se julga sapiens.
Desde a primeira revolução industrial, a sapiência maior se concentrou nas mãos dos donos dos meios de produção. Desiludidos pelas crises dos produtos mercantis (especiarias, alimentos, ouro…), agora os burgueses acumulam suas riquezas através de nós, prole. Meu Deus, quem salvará o proletariado da eterna exploração?
Andam dizendo por aí que no Brasil já houve revoluções. Risos. Revoluções francesas, russas, cubanas, essas sim fazem jus ao nome. Porque, meus amigos, a mudança deve acontecer nas mentes. As “mudanças” que o Brasil sofreu ao longo na história, só fez o poder mudar de mãos, mas os explorados ainda são explorados.
Nos revoltamos contra os que estão no poder. Foi instaurado o Novo Estado e nada. Getúlio, vulgo “melhor presidente da história do país”, não mudou a hierarquia da exploração. Os cafeicultores oligárquicos do século XIX são, hoje, os donos dos meios de comunicação. Donos dos latifúndios no centro-oeste. Em 1992, os caras-pintadas depuseram Collor. E lá está ele, novamente, Senador da República. Que revolução é essa?
O sangue da revolução coagula se não houver movimento. A paz é sim, necessária. É o que queremos afinal. Mas como dizia os caras do Rappa, paz sem voz não é paz, é medo.

Os protestos contra o aumento da passagem de ônibus são apenas o estopim de um processo de exploração que ocorre desde nosso embrião lusitano. Muitas vezes, os líderes das revoltas eram justamente os que explorariam o povo futuramente. Qual o maior exemplo que Lula e sua corja? Porém, a revolta atual não é liderada por nenhuma classe, e nem tem rosto. Ela é a simples e pura reação de um povo que cansou de sofrer, cansou de bancar porcos em Brasília.
Podem alegar que não existe diferença no que acontece hoje e no que aconteceu anos atrás… Mas há sim. Agora a revolução ocorre nas mentes, na cabeça dos injustiçados. Como dizia o contrato social de Rosseau, o povo é soberano. Tem que ser.
Novamente, a revolta atual não possui rosto… Ou possui?